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Saúde, Higiene e Segurança no Trabalho (EUROPA - Sínteses da Legislação da UE)
Higiene e Segurança no Trabalho (Portal Empresarial da Maia)
A IMPORTÂNCIA DA APLICAÇÃO DAS NORMAS DE SEGURANÇA E HIGIENE NO TRABALHO
(Portal das PME de Portugal)


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Zona de Risco (Brasil)
The Royal Society for the Prevention of Accidents


Objectivos


Compreender a importância do respeito pelas regras de segurança, no desenvolvimento de qualquer actividade laboral.
Reconhecer que a segurança do trabalho começa em si próprio como indivíduo, para além da responsabilidade da Organização.
Identificar situações de risco e meios/equipamentos de prevenção e de protecção individual.
Saber actuar em caso de acidente.
Efectuar o manuseamento de materiais e de equipamentos.
Realizar a preparação de soluções, a partir de reagentes sólidos e líquidos.
Efectuar diluições de soluções.
Dominar as unidades de medição das variáveis ambientais, nomeadamente volume e massa, efectuando as necessárias conversões.
Expressar correctamente os resultados.
Saber realizar o relatório de uma actividade experimental.


Conteúdos


Conceitos introdutórios sobre segurança, higiene e saúde no trabalho.
Deveres e conduta de empregadores e trabalhadores.
Acidentes de trabalho.
Sinalização de segurança.
Protecção colectiva e equipamentos de protecção individual.
Higiene do trabalho.
Material e equipamento de laboratório.
Reagentes químicos.
Operações unitárias de pesagem, medição de volumes e filtração.
Preparação de soluções.
Algarismos significativos e expressão de resultados.
O relatório do trabalho experimental.


Qual é a importância da higiene e segurança no trabalho (HST)?


A HST é importante para proteger o trabalhador, reduzir os acidentes e as doenças de trabalho.


O que se deve fazer para promover a higiene e segurança no trabalho?


Cumprir as regras de segurança e os sinais de aviso, obrigação e proibição.
Conhecer e cumprir os procedimentos de emergência.
Utilizar equipamentos de protecção individual (óculos, capacete, luvas, botas, máscara, vestuário, tampões, auscultadores, cintos, cordas, toucas).
Eliminar os riscos ou minimizá-los.
Comunicar os riscos detectados.
Respeitar os métodos e as instruções de trabalho.
Utilizar os equipamentos adequadamente (seguir as instruções do manual).
Não danificar os equipamentos.
Não retirar as protecções dos equipamentos.
Cumprir os programas de manutenção periódicos dos equipamentos.
Não realizar procedimentos e tarefas desconhecidas, para as quais não têm autorização ou não foram treinados.
Realizar as tarefas com concentração e com cuidado, pensando bem antes de as realizar.
Não realizar movimentos bruscos.
Ter posturas correctas.
Manter o local de trabalho limpo e arrumado.
Não limpar os equipamentos eléctricos quando estão a funcionar e ligados à corrente.
Arrumar os materiais apenas nos locais adequados.
Fumar apenas nos locais permitidos.
Não interferir no local de trabalho dos colegas.
Cuidado com as zonas de passagem e de arrumação de materiais.
Cuidado com os materiais tóxicos e inflamáveis.

Lembre-se de que toda a actividade profissional implica riscos e que todos nós estamos expostos a acidentes.
O bom profissional não corre riscos desnecessários nem põe em perigo os outros com a sua forma de agir.
O acidente pode ser evitado: está na sua mão evitar ser o protagonista de um acidente de trabalho, cumprindo as normas preventivas e as medidas de segurança.






O que se deve fazer para evitar e extinguir incêndios?


Cuidado com o fogo e proceder à sua extinção adequada.
Controlar os focos de calor.
Afastar os materiais inflamáveis dos focos de calor.
Cumprir as normas de funcionamento e de manutenção dos aparelhos eléctricos para evitar curto-circuitos.
Conhecer o triângulo do fogo:
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  • Para haver fogo é preciso o combustível reagir com o comburente (oxigénio) na presença de calor.
  • Combustível é o material que arde (que sofre uma reacção química de combustão). Os combustíveis podem ser sólidos, líquidos e gasosos.
  • Comburente é o material que faz arder o combustível (oxigénio).
  • O fogo é o resultado de uma reacção de combustão viva (reacção química em que se liberta CO2, H2O e chama). Combustão do metano: CH4 + 2O2 -> CO2 + 2H2O + energia
  • A combustão é incompleta quando existe pouco oxigénio, formando-se monóxido de carbono (gás que asfixia e não tem cheiro) e carbono finamente dividido que se adere e escurece os materiais (negro de fumo).

Cuidado com os vapores dos líquidos inflamáveis (ex: gasolina), porque são os vapores que ardem.
Para apagar um incêndio deve retirar-se o combustível (corte de alimentação), retirar-se o ar (abafamento) ou retirar-se o calor (arrefecimento).
Utilizar extintores para apagar incêndios pequenos. O extintor deve ser dirigido para a base das chamas.
Manter os extintores nos locais adequados e em condições de funcionamento (dentro do prazo de validade).
Conhecer os vários tipos de extintores:
  • Pó químico (bicarbonato de sódio ou potássio ou fosfato de amónio com gordura) – Não é tóxico, mas deixa o ar irrespirável, por isso não deve ser utilizado em locais fechados. Deve ser utilizado em fogos em materiais líquidos e gasosos.
  • Dióxido de carbono (anidrido carbónico) – Não é condutor da electricidade, por isso deve ser utilizado em fogos de origem eléctrica.
  • Água - Deve ser utilizado em fogos em materiais sólidos e na ausência de electricidade.
  • Espuma (água + ar) – Deve ser utilizado em líquidos inflamáveis.
  • Extintor caseiro – Pano húmido, cobertor, areia, terra. Não utilizar água para incêndios em fogões.

Lembre-se que o fumo pode ser tóxico.
Se for necessário deve-se instalar detectores de fumo e pulverizadores.


Utilização de Gás no Laboratório


Nos laboratórios o gás é normalmente queimado em bicos de Bunsen, que têm um anel para regular a entrada de ar (quando está aberto, entra mais ar com oxigénio e a chama fica azul/violeta, mais pequena e mais transparente; quando está fechado,entra menos ar com oxigénio e a chama fica amarela, maior e mais visível).
A chama amarela é mais fria e a violeta é mais quente.
Quando a chama é amarela a combustão é incompleta, libertando-se fumo.
Antes de ligar o bico de Bunsen deve-se fechar a entrada de ar para que a chama seja mais visível (mais alta e amarela).
Depois de acender a chama, deve-se abrir a entrada de ar para que a chama fique mais quente, menor e violeta (menos visível). Esta é a melhor chama para se trabalhar.
Os materiais inflamáveis devem estar afastados da chama.
No fim do trabalho, deve-se fechar a entrada de ar e desligar o gás para apagar a chama.


Regras de Segurança no Laboratório


Deve-se preparar o trabalho para saber o que se vai fazer, lendo o procedimento experimental (protocolo) e tomando atenção aos avisos, sinais (símbolos) de segurança (aviso, perigo, proibição e obrigação), principalmente os que se encontram nos rótulos dos reagentes.
Trabalhar com organização (bancadas e chão limpos e desimpedidos, reagentes e materiais arrumados.
Trabalhar com cuidado e atenção (não correr, não fazer movimentos bruscos, não comer, não beber e não fumar).
Conhecer a localização dos primeiros socorros e dos exaustores.
Utilizar equipamento de protecção adequado (bata, luvas, óculos, máscara...).
Nunca provar e cheirar os produtos químicos directamente.
Utilizar uma hotte com exaustor quando se manipulam líquidos que libertam vapores.
Não pipetar com a boca, deve-se utilizar uma pompete.
Utilizar espátulas para manipular sólidos (não tocar com as mãos).
Não manipular aparelhos eléctricos com as mãos húmidas.
Desligar os aparelhos após o seu uso.
Fechar torneiras e luzes quando não estão a ser utilizadas.
Quando se aquece materiais em tubos de ensaio, estes devem estar virados para uma zona sem pessoas.
Utilizar pinças para manipular materiais quentes, como tubos de ensaio, copos (gobelé) e balões de vidro.
Nunca voltar a por no frasco reagentes que foram retirados, para evitar a entrada de impurezas.
Utilizar pequenas quantidades de reagentes, para poupar dinheiro e poluir menos.
Eliminar adequadamente os resíduos das experiências, evitando colocá-los no esgoto e no lixo.

Ler + regras de segurança


Material e Equipamento de Laboratório

(clicar e ver nesta página os materiais e equipamentos utilizados nas aulas de laboratório)
Ler + sobre material de laboratório


Actividades Laboratoriais


Análise de rótulos


Ácido acético (irritante)
Ácido clorídrico (corrosivo)
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Nocivo

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Irritante

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Corrosivo

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Inflamável

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Tóxico

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Explosivo



Preparação de uma solução aquosa de sulfato de cobre e de uma solução diluída 1:2


Erros sistemáticos - Existem sempre, são iguais e podem ser eliminados. Devem-se ao instrumento, procedimento, operador e impurezas.
Erros acidentais - Não existem sempre, são diferentes e são difíceis de eliminar. Devem-se ao operador e variações das condições da medição, como a temperatura.
Deve-se repetir a medição três vezes, para diminuir os erros, e calcular a média dos três valores das medições.

Cálculo do erro relativo (percentagem de erro):

Erro absoluto = valor medido (média) - valor real
Esta diferença é positiva, se o erro foi cometido por excesso, ou negativa, se o erro for cometido por defeito.

valor real --- 100 %
|erro absoluto| --- % erro relativo

% Erro relativo = |erro absoluto| x 100 / valor real
( |erro absoluto| representa o módulo = valor sem sinal)

O erro relativo deve ser inferior a 10%


Alcance - Valor máximo que é possível medir;
Sensibilidade - Valor mínimo que é possível medir (depende da escala). Menor valor => + sensibilidade;
Precisão - As várias medições têm valores próximos entre si. É afectada pelos erros acidentais.
Exactidão - As várias medições têm valores próximos do verdadeiro (o valor médio está próximo do verdadeiro). É afectada pelos erros sistemáticos;
A medida pode ser precisa mas não ser exacta, ou vice-versa;


Medição de massas


  • Instrumento - Balança digital (electrónica) analítica e de precisão (esta é mais sensível);
  • Unidades de medida - kg (SI), g, mg... (SI significa Sistema Internacional de Unidades)
  • Nivelar a balança;
  • Não provocar vibrações na balança;
  • Limpar, se necessário, o prato da balança;
  • Nunca colocar os materiais diretamente no prato da balança;
  • Colocar um recipiente limpo e seco na balança;
  • Levar a zero a massa do recipiente (carregar na tecla TARA);
  • Colocar a substância dentro do recipiente, sem deixar cair alguma substância no prato da balança.
  • Se cair alguma substância no prato da balança deve limpar-se a balança;

Também se pode medir a massa com um dinamómetro. Neste caso, o erro da medição é maior.
A massa calcula-se através da fórmula P = m x g <=> m = P / g em que P é o peso do corpo (medido no dinamómetro em Newton) e g é a aceleração da gravidade (9,8 m/s2 na Terra).


Medição de volumes de líquidos


  • Instrumentos - Pipetas, buretas, provetas e balão volumétrico. As provetas são menos rigorosas (o erro é maior). O balão volumétrico só mede um valor de volume, que deve ser acertado pelo traço de referência;
  • Unidades de medida - m3 (SI), L (dm3), dL, cL, mL (cm3)...
  • O volume deve ser acertado com o líquido ao nível dos olhos (ver b) da Figura). A parte inferior do menisco deve tocar no traço da escala que corresponde ao valor a medir.
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Medição de volumes de sólidos


  • Se o sólido tem uma forma irregular, o seu volume determina-se recorrendo a um método indirecto. Este baseia-se no deslocamento que o sólido origina quando é mergulhado num recipiente com água;
  • Colocar água numa proveta de sensibilidade 0,1 mL;
  • Registar o volume inicial de água;
  • Colocar o sólido dentro da proveta, com cuidado para não sair água da proveta;
  • Registar o volume final da água com o sólido;
  • O volume do sólido é igual à diferença Vfinal - Vinicial e mede-se em cm3 (1 mL = 1 cm3).
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Ler + sobre medição do volume de um corpo


Medição da densidade de um sólido


  • A densidade (massa volúmica) é uma propriedade física dos materiais que se calcula dividindo a massa pelo respectivo volume: ρ = m / V;
  • A unidade de medida é o kg / m3 (SI), g / cm3 (g / mL)...
  • A massa determina-se com uma balança;
  • O volume determina-se com uma proveta.


Peneiração


Serve para separar partículas sólidas de acordo com as suas dimensões (granulometria), por passagem através de peneiros ou crivos. A peneiração pode ser mecânica ou manual. Para a peneiração mecânica usa-se um peneiro mecânico.
Os peneiros manuais são redes ou peneiras, em telas metálicas ou placas perfuradas, cujos orifícios têm todos a mesma dimensão e só deixam passar as partículas com dimensões inferiores às suas (até cerca de 50 mm).





Decantação


Serve para separar sólidos que se depositam facilmente no fundo do recipiente, como por exemplo água com areia ou com terra.
Inclina-se o recipiente devagar e deixa-se o líquido sair com a ajuda de uma vareta, para que o líquido não escorra pelo recipiente.
A decantação também é utilizada para separar dois líquidos, em que um fica por cima e o outro por baixo, por exemplo azeite com água.
Neste caso usa-se um funil ou uma ampola de decantação, que tem uma torneira que deixa sair o líquido que está por baixo. Depois fecha-se a torneira para não deixar sair o líquido que estava por cima.






Filtração


Serve para separar sólidos que estão em suspensão num líquido.
O líquido encontra-se turvo antes da filtração e depois deve ficar transparente.
Utiliza-se um papel de filtro que se coloca num funil.
O papel de filtro possui buracos de pequenas dimensões, que impedem a passagem dos sólidos que são maiores do que os buracos do papel de filtro.
O líquido atravessa o papel de filtro e é recolhido noutro recipiente.
Quando os sólidos são menores do que os buracos do papel de filtro, conseguem atravessar o filtro. Assim, para separá-los deve-se utilizar um papel de filtro com buracos mais pequenos ou utilizar outra técnica, como a centrifugação.




Centrifugação


Serve para separar sólidos muito pequenos, que estão em suspensão no líquido e que não podem ser separados pela decantação e pela filtração.
Coloca-se a mistura dentro de um tubo inclinado, num aparelho chamado centrifugadora.
O tubo roda a alta velocidade e o sólido é empurrado para o fundo do tubo, devido à força centrífuga.
A força centrífuga aparece em todos os movimentos de rotação e empurra os corpos para fora da curva.
Depois de centrifugar, deve-se fazer uma decantação para separar o líquido.
Também é muito utilizada nos laboratórios de análises clínicas para separar os glóbulos vermelhos do sangue (mistura coloidal).




Destilação


Serve para separar dois líquidos, que não se podem distinguir e que têm pontos de ebulição diferentes (por ex.,uma mistura de água com álcool).
Quando a mistura é aquecida, o líquido que tem menor ponto de ebulição (ferve a uma temperatura menor) evapora emprimeiro lugar, passando ao estado gasoso.
O gás passa por um tubo chamado condensador, que arrefece o gás e provoca a sua condensação (passagem ao estado líquido).
Este líquido é recolhido num recipiente, ficando separado do outro líquido que não evaporou.

A destilação do vinho é muito utilizada para produzir aguardente, através da separação do álcool que existe no vinho e que evapora em primeiro lugar.
A aguardente é uma mistura de álcool etílico e outras substâncias com pontos de ebulição muito próximos - outros álcoois, aldeídos, ésteres e ácidos.




Visita de Estudo à Central Termoeléctrica do Pego


A Central Termoeléctrica do Pego possui um Sistema de Gestão de Segurança que inclui:
  • Normas de segurança (procedimentos);
  • Medidas de controlo (para eliminar o perigo ou diminuir os riscos);
  • Protecção colectiva e individual;
  • Avaliação de riscos (probabilidade de acontecer um acidente e análise dos danos possíveis);
  • Estatísticas de sinistralidade
  • Plano de emergência;
  • Avisos sonoros;
  • Sinalização de segurança;
  • Comissão de segurança (funcionários responsáveis pela higiene e segurança no trabalho);
  • Equipas treinadas;
  • Formação dos funcionários;
  • Simulacros (simulações de acidentes e de incêndios);
  • Apoio externo (bombeiros, polícia, protecção civil).

Cada actividade deve estar bem definida e documentada, com responsabilidades claramente definidas e atribuídas a trabalhadores competentes e com formação adequada.

Perigo - Situação que pode provocar lesões ou ferimentos para o corpo humano, e/ou danos para a saúde, para o património, para o ambiente do local de trabalho.

Risco - Probabilidade e consequências da ocorrência de um determinado acontecimento perigoso (representa a probabilidade do perigo se verificar).

Exemplo:
A corrente eléctrica pode provocar lesões ou até a morte, sendo um perigo para os trabalhadores. Mas, se o material condutor estiver isolado ou se por qualquer meio for impossível ao trabalhador entrar em contacto com a corrente eléctrica, ela não representa risco. Se o material condutor estiver mal isolado e for fácil a um trabalhador entrar em contacto com a corrente eléctrica, está-se perante uma situação de risco que pode ainda aumentar ou diminuir em função de outras variantes tais como idade, estado de saúde, meio húmido, etc.
Fonte: http://www.factor-segur.pt/shst/docinformativos/Perigorisco.html


Sinalização de Segurança


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Ver + sinalização de segurança