Módulo 7 - Monitorização, Prevenção e Controlo da Qualidade do Ar



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Efeitos da Poluição Atmosférica
Indicar as fontes emissoras dos poluentes atmosféricos e os seus efeitos na saúde humana
(consultar Ar, Qualidade do Ar em Vila Velha de Ródão e QualAr)

Os poluentes mais preocupantes para a saúde humana, que provocam doenças respiratórias e cardiovasculares, e mortalidade prematura, são os seguintes:
  • Ozono troposférico - Forma-se junto ao solo devido a uma reação química entre os compostos orgânicos voláteis (COV) e os óxidos de azoto, na presença de temperaturas elevadas e radiação solar intensa, pelo que ocorre principalmente no Verão;
  • Partículas - Nos meios urbanos, as partículas atmosféricas são provenientes essencialmente das emissões dos transportes, existindo outras fontes como as lareiras das casas, as indústrias, as centrais termoelétricas e as reações químicas na atmosfera que convertem os gases em partículas. As partículas podem ser emitidas diretamente para o ar (partículas primárias) ou podem ser partículas secundárias quando se formam na atmosfera devido ao dióxido de enxofre, aos óxidos de azoto e ao amoníaco. As partículas são classificadas de acordo com o seu tamanho: PM10 com diâmetro inferior a 10 µm (micrómetros) e PM2,5 com diâmetro inferior a 2,5 µm. Quanto menor o seu tamanho maior será a sua capacidade para provocar danos na saúde humana. As partículas de diâmetro inferior a 2,5 µm penetram nos brônquios e pulmões, indo diretamente para a corrente sanguínea.


Os efeitos dos poluentes atmosféricos no ambiente são os seguintes:
  • Chuva ácida - É provocada pelas emissões de dióxido de enxofre (das indústrias) e de dióxido de azoto (dos automóveis), que se dissolvem na água das nuvens e formam ácido sulfúrico e ácido nítrico, respetivamente. As consequências são a diminuição do pH (acidificação) da água da chuva, neve, rios, lagos e solo, a morte de plantas (destruição de florestas) e animais (perda de biodiversidade), destruição de culturas agrícolas e a degradação de materiais e de monumentos calcários;
  • Destruição da camada de ozono (principalmente na Antártida) - É provocada pelas emissões de clorofluorcarbonetos (CFC) utilizados principalmente em frigoríficos e ares-condicionados. As consequências são o aumento da radiação ultravioleta do Sol que chega à Terra, a qual provoca cancro da pele, problemas de visão (cataratas), e altera o desenvolvimento das plantas e animais;
  • Aquecimento global (aumento de temperatura devido ao aumento do efeito de estufa) - É provocado pelas emissões de dióxido de carbono em excesso, dos automóveis e indústrias. As consequências são alterações climáticas, secas, inundações, furacões, degelo dos glaciares e calotes polares, aumento do nível do mar e desaparecimento de espécies;
  • Eutrofização da água - É provocada pelo excesso do nutriente azoto na forma de amoníaco e de óxidos de azoto. As plantas aquáticas e algas multiplicam-se muito rapidamente e acabam por impedir a passagem da luz. Quando morrem, os seus resíduos são decompostos por bactérias, que também se desenvolvem muito e acabam por consumir o oxigénio da água.



Medidas de Prevenção da Poluição do Ar
Indicar o que se pode fazer para evitar e diminuir a poluição atmosférica
Explicar brevemente as tecnologias que servem para remover as partículas das emissões gasosas
Explicar brevemente as tecnologias que servem para remover gases e vapores das emissões gasosas
(consultar Ar)


Leis de Proteção da Qualidade do Ar
Indicar quais são as leis nacionais de proteção da qualidade do ar e para que servem
Explicar o que são os valores limite, os limiares de alerta e os tetos nacionais de emissões
Indicar os valores limite, os limiares de alerta e os tetos nacionais de emissões dos poluentes atmosféricos
(Consultar emissões atmosféricas, qualidade do ar ambiente, qualidade do ar interior e Decreto-Lei nº 102/2010)

Na maioria das vezes, a qualidade do ar interior (dentro das casas) é pior do que no exterior, porque as tintas, vernizes, móveis, alcatifas, plásticos e tecidos libertam muitos compostos orgânicos voláteis perigosos para a saúde. Por isso, devemos arejar as casas (abrir as janelas), pelo menos durante 15 min por dia, para renovar o ar e as substâncias perigosas saírem para o exterior.


Tratamento e Monitorização das Emissões Gasosas da Central de Valorização Energétia queima dos resíduos.ca de Resíduos Sólidos Urbanos da Lipor
Explicar para que serve a Central de Valorização Energética de Resíduos Sólidos Urbanos da Lipor
Explicar como se tratam as emissões gasosas na Central
Explicar como se monitorizam as emissões gasosas na Central
(consultar Lipor)

A Central de Valorização Energética de Resíduos Sólidos Urbanos da Lipor queima (combustão) os resíduos sólidos, que não podem ser reciclados ou sofrer compostagem, produzindo energia elétrica a partir do calor libertado durante a queima dos resíduos. Este calor serve para produzir vapor de água que provoca o movimento de uma turbina e de um gerador elétrico. Os gases resultantes da queima dos resíduos sólidos, antes de serem libertados para a atmosfera por uma chaminé de 68 m de altura, são neutralizados numa solução de hidróxido de cálcio e em carvão ativado, e filtrados em filtros de mangas. Os poluentes são analisados (monitorizados) com uma sonda à saída dos extratores e em 18 estações de análise do ar na área metropolitana do Porto, medindo-se a concentração de dióxido de enxofre, óxidos de azoto, partículas, monóxido de carbono, ozono, ácidos, metais pesados, compostos organoclorados, dioxinas e furanos.


Índice de Qualidade do Ar da Agência Portuguesa do Ambiente
Explicar o que é e para que serve o Índice de Qualidade do Ar
Explicar como se calcula o Índice de Qualidade do Ar
Indicar quais são as Classes do Índice, as condições meteorológicas normalmente associadas e os conselhos de saúde
(consultar QualAr)


Política e Gestão do Ar em Portugal

MONITORIZAÇÃO DA QUALIDADE DO AR


Na Semana Europeia da Mobilidade, comemora-se o Dia Europeu sem Carros (22 de Setembro) e realizam-se várias ações para sensibilizar a população para a importância dos problemas da poluição atmosférica e das dificuldades de mobilidade nas zonas urbanas (maneira como as pessoas se deslocam e utilizam os transportes), promovendo-se a mobilidade sustentável (sem poluir e sem dificultar a passagem) e a melhoria da qualidade do ar e da qualidade de vida urbana. A qualidade do ar é medida durante vários dias e, no Dia Europeu sem Carros, a circulação automóvel é proibida em algumas zonas.

Utiliza-se uma Estação Móvel de Qualidade do Ar ou uma estação fixa, que possui uma estação meteorológica e vários analisadores automáticos que medem em contínuo os seguintes poluentes:
  • Monóxido de carbono (CO) - Gás tóxico que resulta da combustão incompleta das fontes que contêm carbono, libertado principalmente pelo tráfego rodoviário. É o indicador mais usado para a monitorização da qualidade do ar (valor limite octo-horário: 10 mg/m3);
  • Óxidos de azoto (NOx) - São constituídos por monóxido de azoto (NO) e dióxido de azoto (NO2). Nos gases emitidos provenientes das fontes de combustão, o NO existe em maior quantidade do que o NO2. Sob a influência da radiação solar e na presença do ozono, ocorre a oxidação imediata do NO em NO2. Em termos de efeitos na saúde humana, o NO2 é mais importante do que o NO, pelo que a legislação fixa valores limite e limiares de alerta para o NO2 (valor limite horário: 200 µg/m3);
  • Partículas (PM10) - Valor limite diário: 50 µg/m3;
  • Ozono (O3) - Valor limite de octo-horário: 120 µg/m3;
  • Dióxido de enxofre (SO2) - Tem origem na combustão que ocorre em indústrias e nos veículos com motor a gasóleo. O enxofre, libertado durante o processo de queima, combina-se com o oxigénio do ar, formando o dióxido de enxofre. Em combinação com partículas de água da atmosfera, transforma-se em ácido sulfúrico (H2SO4), originando as chuvas ácidas (valor limite horário: 350 µg/m3).


Em Torres Novas, os valores dos poluentes, medidos em 2010, eram muito inferiores aos valores limite do DL nº 102/2010, e quando se proibiu a circulação automóvel em algumas zonas, a qualidade do ar melhorou ainda mais:
  • Redução das concentrações do CO em mais de 50%;
  • Redução das concentrações de NO2 em 30%.


Quando se analisa o ar é preciso descrever o local de análise (porque a qualidade do ar varia com os locais e porque precisamos de saber quais são as fontes dos poluentes) e a meteorologia (porque a precipitação, a humidade, a temperatura, a direção e velocidade do vento influenciam a concentração e a distribuição dos poluentes atmosféricos; além disso, os ventos podem transportar poluentes desde longas distâncias, por exemplo, desde os desertos do Norte de África).

Consultar:

Qualidade do Ar em Torres Novas
Qualidade do Ar em Vila Velha de Ródão



ESTRATÉGIA TEMÁTICA SOBRE POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA - 2006

Consultar a Estratégia Temática Sobre Poluição Atmosférica

A política do ar é o conjunto de ações que devem ser desenvolvidas para diminuir as emissões de poluentes atmosféricos, de modo a reduzir os seus impactes negativos na saúde humana e no ambiente, melhorar a qualidade do ar e do ambiente, e aumentar a qualidade de vida da população.

Na Europa, em 2005 ainda existiam muitos problemas no ambiente e na saúde, devido aos poluentes atmosféricos:
  • Aumento da concentração das partículas e do ozono troposférico (junto ao solo);
  • Eutrofização de rios e lagos devido ao excesso de azoto;
  • Acidificação devido às chuvas ácidas (um problema diminuto em Portugal);
  • Mortes prematuras (diminuição da esperança média de vida) devido às partículas e ao ozono, principalmente crianças, pessoas idosas e que sofrem de asma ou doenças cardiovasculares.

Para diminuir estes problemas, a Comissão Europeia desenvolveu uma Estratégia Temática para a Poluição Atmosférica, que foi aplicada em cada país, incluindo Portugal.

Para se atingir os objectivos da Estratégia em 2020, deve-se realizar as seguintes ações:
  • Planos e programas de melhoria da qualidade do ar;
  • Criar novas leis e melhorar a eficácia das leis de qualidade do ar e das emissões;
  • Aumentar e melhorar a monitorização da qualidade do ar;
  • Aumentar a utilização das fontes de energia renováveis;
  • Aumentar a utilização dos transportes públicos e reduzir o tráfego automóvel;
  • Poupar energia;
  • Melhorar os sistemas de tratamento das emissões gasosas industriais;
  • Utilizar tecnologias limpas ou menos poluentes (melhorando os sistemas de combustão);
  • Sensibilizar a população para a importância do problema da poluição atmosférica.



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